terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Obidos, Vila Natal


Òbidos está de parabéns!
A par de Sintra, Òbidos, será nesta altura a Vila portuguesa que carrega mais simbolismo e magia de Natal. A ideia de criar um centro de entretimento dentro do castelo e desta incrivel vila, é de se lhe tirar o chapéu. Falamos sempre mal das nossas ideias, ora aqui está uma alternativa para um dia diferente em familia, para miudos e graúdos.


Carrossel, Rampas de trenós, rampas de skis, patinagem no gelo coberta, ou ao ar livre, teatro, barracas ao ar livre com alimentação, casa do Pai Natal, insuflaveis, comboio infantil, gente super simpática com neve artificial. Enfim, um sem fim de divertimentos.
A juntar a isto tudo, o local único de Òbidos, com o castelo envolto em misticismo, com imensas iluminações a enfeitar este Natal.

Os preços estão acessiveis e depois de lá dentro, pode-se perder pelo castelo adentro, nos cafés tipicos da ginginha morna com copos de chocolate, ir ao museu, ou...ir andar de novo no ringue de patinagem.
Uma ultima palavra para a organização do evento. O recinto estava cheio, com excursões e gente de todas as idades. Muito bem organizado, com gente que nos recebeu sempre com um sorriso na cara.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Massacre de Lisboa 1506


Um local igual a tantos outros de Lisboa, onde passamos sem dar atenção aos sinais, aos monumentos, ao passado. Perto deste teatro (D. Maria II) no Largo de S. Domingos, um local onde passeio desde que me conheço, aconteceu algo que nunca imaginei ter sucedido na minha cidade.



Reza a história que no ano de 1506, depois de uma seca extrema que o país atravessava, no reinado de D. Manuel I, foram mortos, esquartejados e queimados, mais de 4 mil judeus, em 3 dias. Os corpos chegaram a amontoar junto ao antigo mosteiro de S. Domingos e à porta da igreja. A gravura retrata os primeiros judeus portugueses a serem chacinados e queimados na fogueira. Eram 2 irmãos que foram as 2 primeiras vitimas.



"...Contam os testemunhos que tudo terá começado na Baixa, no dia 19 de Abril de 1506, um domingo, na Igreja de São Domingos, quando alguém gritou ter visto o rosto do Cristo crucificado iluminar-se inexplicavelmente no altar. Em redor, gente que rezava pelo fim da seca prolongada que grassava pelo país clamou que era milagre. Entre eles, um judeu convertido à força terá tentado explicar que a luz que emanava do crucifixo era apenas um reflexo de um raio de sol que entrava por uma fresta. Terão sido as suas últimas palavras. Arrastado para a rua, o marrano e um irmão seu foram espancados até à morte. Os seus corpos mutilados foram arrastados para o Rossio e queimados em frente dos Estaus – onde décadas depois foi instalada a Inquisição. Eles eram apenas os primeiros de entre mais de 4 mil mortos – anussim, judeus portugueses, homens, mulheres e crianças, assassinados em três dias sangrentos..."
citando: ruadajudiciaria.com




Ruas da cidade cheias de Histórias e de segredos, mas alguns bem dificeis de aceitar nesta Lisboa menina e moça.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Heróis de outros tempos



Imagens como esta são impossiveis de ver nos dias de hoje na actual Formula 1.
Naquele tempo era normal haver mortes nesse desporto, onde morrer em corrida, era algo real de acontecer. Normas de segurança para um desporto cada vez mais seguro eram obrigatórias. O desporto automóvel não podia perder as suas figuras miticas. A evolução e novas tecnologias melhoraram imenso a segurança, tanto dos pilotos, como dos espectadores. Depois da morte de Senna tudo mudou para melhor. No entanto causa estranheza que numa era da segurança, modernidade e pura tecnologia, não existam pilotos miticos, com carisma do passado, como Hill (foto). Moss, Fangio, Clark, entre outros. A F1 perdeu o misticismo que a rodeava, perdeu o glamour, perdeu a imagem de super herois, ou de intocáveis. Perdeu referências, perdeu os circuitos miticos, perdeu seriedade, envolveu-se em escândalos de espionagem, financeiros e sexuais. A juntar a isto tudo, a instabilidade dos regulamentos transformou a aerodinamica dos carros, retirou potência aos motores, os carros "encolheram" de tamanho e a F1 sentiu-se ultrapassada no topo do desporto automóvel. os V12 passaram para V10 e depois para V8, e as evoluções nos motores foram congeladas, com as rotações limitadas. Ou seja, cortaram completamente com o espirito da F1 em nome da segurança fisica e financeira. Em prol das marcas (que fogem na mesma, Toyota, Honda, BMW, Bridgestone), esquecendo que a F1 sempre viveu de pequenos construtores, como Lotus, Brabham, Ferrari, Mclaren e mais recentemente Williams. Depois de Senna muito mudou e agora depois de Schumacher a F1 está abandonada de Idolos, de imagens de marca. Não são só os carros, são as pessoas que fazem a F1. E que saudades e inveja que tenho ao olhar para essa foto...

domingo, 29 de novembro de 2009

Perdidamente perdido.


Enquanto caminhamos para a 6ª e última temporada de "Perdidos", decidi comprar a 5ª temporada em dvd. É engraçado que a minha relação com a série não foi pacifica, talvez devido à minha impaciência com certas situações. Nunca gostei de perguntas e duvidas atiradas para o ar e mantidas em segredo durante meses. Lost é rica em situações destas:
- Monstro de fumo,
- Os números,
- Os outros,
- Viagens no tempo,
- O Templo
- A Dharma,
- A Ilha, Jacob, a cabana, inimigo de Locke, enfim...um sem número de questões levantadas que ficam sem resposta, ou quando respondem, outras duas ou três se levantam.

Qual será a razão do sucesso mundial de uma série que manteve um share de 18 milhões de telespectadores na 1ª temporada e que mantém fieis pessoas como eu que geralmente não têm paciência para voltar, mas voltam sempre?
Vou tentar decifrar isso aqui, mas para isso volto ao inicio, volto a falar-vos da 5ª temporada que comprei em dvd. Geralmente não vejo a série na tv. Vejo na internet, ou espero que seja lançado em dvd e vejo assim sem interrupções. Essa é para mim a melhor maneira de ver Lost, mas confesso que nos 2 ultimos anos não aguentei esperar.
A originalidade, riqueza de argumento e qualidade dos actores podem ser as chaves de algo nunca visto na televisão. Mas a principal razão para mim, é a maneira como a história é contada, assim como a mitologia e a intensidade deixada no ar, principalmente no final de cada temporada, que dá igualmente o mote para como será o inicio da próxima.
Aqui entra então a 5ª temporada, sem duvida a melhor depois da estreia de Lost. Esta funciona como um episodio enorme que nos prepara para o grande final, a sexta e última parte. As viagens no tempo e finalmente as respostas. Muitas surpresas e revelações, mas finalmente começamos a ver a luz ao fim do tunel.
Sinto-me dividido...se por um lado anseio pela sexta temporada, por outro entristece-me o facto de em 2010 terminar uma série que marcou muita gente, a todos níveis. Mudou inclusivamente a vida dos actores e escritores da série. Relançou carreiras e acimentou outras. Merecidamente, diga-se de passagem.
Fevereiro é o mês que dá inicio ao grande final. Irei aguentar até a sua edição em dvd? Não creio.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

domingo, 22 de novembro de 2009

3 albuns imperdíveis

Nestes últimos 3 meses, tenho estado a ouvir 3 albuns de música, completamente distintos, mas iguais em qualidade e maravilhosos. Não resisto a partilhar convosco estas pequenas preciosidades:


The Best Of Mark Knopfler & Dire Straits
Private Investigations




Louis Armstrong & Duke Ellington
The Great Summit/ Master Takes




Stevie Wonder
The Definitive Collection


Em entre parêntesis, têm uma canção de cada album.
São 2 colectâneas e um dueto fenomenal. Comecemos por esse mesmo, por ser o mais antigo:

Duke Ellington, convidou o grande Louis Armstrong para um dueto, Duke ao piano e Armstrong, saxofone e vocais. Este album é algo de muito especial, onde se juntaram 2 figuras imortais do Jazz contemporâneo.

No outro, temos o melhor de Mark Knopfler e Dire Straits, que resulta numa colectânea diferente, mas para melhor, onde se une o blues de Knopfler com o rock da banda Dire Straits. Grandes temas, grandes musicas.

Para último Stevie Wonder, num album duplo com as suas melhores canções de sempre. Canções que percorrem um periodo de 4 décadas de um artista singular e um grande intérprete do seculo 20 e 21.
enjoy.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Eu Gosto é do Outono


Nada melhor do que regressarmos a locais que nos trazem boas memórias.
Já não passava pela zona da praça de Camões e por Santa Catarina há muito tempo. Esta é a zona onde passei grande parte da minha infância, local de grande tradição alfacinha, de história de Lisboa e de Portugal. Engraçado como os locais que bem conhecemos, não lhe damos o devido respeito e valores, excepto quando vemos os turistas deslumbrados com os pontos de interesse da nossa terra. Santa Catarina tem muitos. O sol do Outono ajuda mais a criar o ambiente certo e o cheirinho das castanhas assadas no ar, ainda mais. Mas foi muito reconfortante passar pela zona e repararmos que as coisas pitorescas e as pessoas não mudaram. O elevador da bica, as igrejas, o teatro, os palácios, as ruas tipicas, enfim, tudo que nos traz boas recordações.


O elevador da Bica, talvez o menos conhecido de todos os elevadores de Lisboa! Eu andei pendurado naquilo quando era miudo...tantas vezes. Os sons e os cheiros..., as pessoas, as lojas e cafés. Ouriversarias e a pastelaria Camões, onde lanchei centenas de vezes com a minha mãe e avó. Caramba que saudades! O tempo passa...!


Em Novembro começam as mudanças na cidade, com a aproximação do Natal e fim de Ano. Adorei ver as luzes e os efeitos novos que colocaram na praça do Camões. Tudo muito limpo, com os edificios antigos muito bonitos e imponentes. A zona impressionou-me com a vida que apresenta, comércio, cultura e turismo. Acho incrivel que desde a calçado do carmo, largo do calhariz e praça do camões, a quantidade de pormenores arquitectónicos e culturais.


Queria terminar com a zona comercial do chiado, que foi bem recuperado e que demonstra vivacidade perdida em 1988, com o grande incêndio. Parece que nunca aconteceu nada. A rua do carmo está enfeitada e o chiado muito bonito. As pessoas são bonitas e de bom gosto.
Assim vale a pena!