quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Tributo a Hayao Miyazaki

Sou um fan da banda desenhada Japonesa. Para mim superior até à Walt Disney, que emaina uma magia inagualável. No entanto poucos somos os que com mais de 30 anos que não nos recordamos da Heidi, Marco, Conan - O rapaz do futuro, entre outros.
Studio Ghibli. Já considerado por muitos a Disney japonesa, forneceu-nos filmes de grande qualidade. Nos últimos 20 anos, arrisco-me a afirmar que serão mesmo os filmes mais inteligentes e adultos que já vi em cinema de animação.
Uma pessoa sobressai no meio deste enredo, comum a todos filmes de sucesso japoneses dos últimos anos, tanto como realizador, como produtor ou mesmo argumentista.


Hayao Miyazaki
Hayao Miyazaki, já anunciou a sua reforma umas 3 vezes e sempre que o fez, repensou para voltar e fazer obras primas. A última saiu agora em DVD. Ponyo À Beira Mar.


Custa perceber onde vai este Homem buscar ideias e energias para continuar a surpreender-nos. Sabe-se que para a "Viagem de Chihiro", fora inspirar-se na filha de um amigo e no "Castelo Andante" noutro familiar.


Aconselho veementemente a verem este e outros filmes deste estudio e deste realizador. Este Castelo Andante é imperdível, vencedor de vários prémios, entre eles o melhor filme do ano. Oscar de 2005.


Viagem de Chihiro
Este será o que se aproxima talvez à magia da Disney. Com figuras e ambientes de enorme inspiração e fantasia. Grande argumento e extremamente bem realizado. Um regalo para os sentidos.
Mas guardei para o fim, aquele que talvez seja o filme mais importânte e adulto. Com uma enorme mensagem e o filme que tudo lançou na carreira de Hayao Miyazaki.


Túmulo dos Pirilampos
Falamos de uma obra prima. Pouco mais há a dizer. Maravilhosa história humana nas piores condições, com um argumento fabuloso e uma grande realização. Um filme de 1988 actual e imperdível. Em jeito de prenda de Natal, disponibilizo aqui o filme, que já tem uns aninhos mas deve ser visto por miudos e graúdos. Boas Festas,

1ª parte
2ª parte
3ª parte

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Rainha do Natal - Helena Coelho

A nova campanha da marca de Lingerie, "Triumph" tem deixado a cabeça dos portugueses à volta. Desta vez ultrapassaram-se ao ir buscar a menina mais querida de todos, a bonita Helena Coelho. As imagens falam por si, a qualidade é inquestionável e assim dá prazer admirar o produto em questão.


Talvez não contassem era com a quantidade de acidentes de trânsito que a situação causa. São relatados na radio e jornais, acidentes causados...pela distracção que a Helena causa aos condutores masculinos...
A última aconteceu ainda hoje junto a uma paragem de autocarro, onde um condutor, com a esposa no carro...quis fotografar essa imagem em cima, dentro do carro, em andamento e bateu no carro da frente! A situação não foi mais grave porque circulavam devagar, mas dá que pensar.


A Helena claro não tem culpa, nem a marca de lingerie, até lhes agradecemos. É bom ver que temos qualidade cá dentro. Já agora aproveito para dar os parabéns à Helena e a quem efectuou o trabalho porque está fantástico. Além da beleza natural da modelo, as fotos ficaram muito bem e muito bem escolhidas. Apenas não as coloquem perto de passadeiras e semáforos...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

We Are The Champions (Acapella)


Já que estamos numa de Queen, partilho aqui convosco uma pequena preciosidade, onde se pode disfrutar a voz do Freddie, na sua plenitude em "We are the Champions" acapella, sem musica portanto. Mágico!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A Loucura do Natal


Já foi visto por mais de 9 milhões de visitantes, o novo video dos Marretas que está no youtube. O sucesso é tal, que a versão de Bohemian Rhapsody (versão marretas) vai ser editada em single. O que estranha é nunca terem tido esta ideia antes. O tema é simples e genial ao mesmo tempo. Imitando o teledisco dos Queen, o video percorre todas as personagens mais importantes dos Marretas. Uma bela ideia e uma bela homenagem a uma grande banda e a um grande cantor. Fica no ar a curiosidade de saber o que seriam hoje os Queen se Freddie Mercury fosse vivo.


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Obidos, Vila Natal


Òbidos está de parabéns!
A par de Sintra, Òbidos, será nesta altura a Vila portuguesa que carrega mais simbolismo e magia de Natal. A ideia de criar um centro de entretimento dentro do castelo e desta incrivel vila, é de se lhe tirar o chapéu. Falamos sempre mal das nossas ideias, ora aqui está uma alternativa para um dia diferente em familia, para miudos e graúdos.


Carrossel, Rampas de trenós, rampas de skis, patinagem no gelo coberta, ou ao ar livre, teatro, barracas ao ar livre com alimentação, casa do Pai Natal, insuflaveis, comboio infantil, gente super simpática com neve artificial. Enfim, um sem fim de divertimentos.
A juntar a isto tudo, o local único de Òbidos, com o castelo envolto em misticismo, com imensas iluminações a enfeitar este Natal.

Os preços estão acessiveis e depois de lá dentro, pode-se perder pelo castelo adentro, nos cafés tipicos da ginginha morna com copos de chocolate, ir ao museu, ou...ir andar de novo no ringue de patinagem.
Uma ultima palavra para a organização do evento. O recinto estava cheio, com excursões e gente de todas as idades. Muito bem organizado, com gente que nos recebeu sempre com um sorriso na cara.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Massacre de Lisboa 1506


Um local igual a tantos outros de Lisboa, onde passamos sem dar atenção aos sinais, aos monumentos, ao passado. Perto deste teatro (D. Maria II) no Largo de S. Domingos, um local onde passeio desde que me conheço, aconteceu algo que nunca imaginei ter sucedido na minha cidade.



Reza a história que no ano de 1506, depois de uma seca extrema que o país atravessava, no reinado de D. Manuel I, foram mortos, esquartejados e queimados, mais de 4 mil judeus, em 3 dias. Os corpos chegaram a amontoar junto ao antigo mosteiro de S. Domingos e à porta da igreja. A gravura retrata os primeiros judeus portugueses a serem chacinados e queimados na fogueira. Eram 2 irmãos que foram as 2 primeiras vitimas.



"...Contam os testemunhos que tudo terá começado na Baixa, no dia 19 de Abril de 1506, um domingo, na Igreja de São Domingos, quando alguém gritou ter visto o rosto do Cristo crucificado iluminar-se inexplicavelmente no altar. Em redor, gente que rezava pelo fim da seca prolongada que grassava pelo país clamou que era milagre. Entre eles, um judeu convertido à força terá tentado explicar que a luz que emanava do crucifixo era apenas um reflexo de um raio de sol que entrava por uma fresta. Terão sido as suas últimas palavras. Arrastado para a rua, o marrano e um irmão seu foram espancados até à morte. Os seus corpos mutilados foram arrastados para o Rossio e queimados em frente dos Estaus – onde décadas depois foi instalada a Inquisição. Eles eram apenas os primeiros de entre mais de 4 mil mortos – anussim, judeus portugueses, homens, mulheres e crianças, assassinados em três dias sangrentos..."
citando: ruadajudiciaria.com




Ruas da cidade cheias de Histórias e de segredos, mas alguns bem dificeis de aceitar nesta Lisboa menina e moça.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Heróis de outros tempos



Imagens como esta são impossiveis de ver nos dias de hoje na actual Formula 1.
Naquele tempo era normal haver mortes nesse desporto, onde morrer em corrida, era algo real de acontecer. Normas de segurança para um desporto cada vez mais seguro eram obrigatórias. O desporto automóvel não podia perder as suas figuras miticas. A evolução e novas tecnologias melhoraram imenso a segurança, tanto dos pilotos, como dos espectadores. Depois da morte de Senna tudo mudou para melhor. No entanto causa estranheza que numa era da segurança, modernidade e pura tecnologia, não existam pilotos miticos, com carisma do passado, como Hill (foto). Moss, Fangio, Clark, entre outros. A F1 perdeu o misticismo que a rodeava, perdeu o glamour, perdeu a imagem de super herois, ou de intocáveis. Perdeu referências, perdeu os circuitos miticos, perdeu seriedade, envolveu-se em escândalos de espionagem, financeiros e sexuais. A juntar a isto tudo, a instabilidade dos regulamentos transformou a aerodinamica dos carros, retirou potência aos motores, os carros "encolheram" de tamanho e a F1 sentiu-se ultrapassada no topo do desporto automóvel. os V12 passaram para V10 e depois para V8, e as evoluções nos motores foram congeladas, com as rotações limitadas. Ou seja, cortaram completamente com o espirito da F1 em nome da segurança fisica e financeira. Em prol das marcas (que fogem na mesma, Toyota, Honda, BMW, Bridgestone), esquecendo que a F1 sempre viveu de pequenos construtores, como Lotus, Brabham, Ferrari, Mclaren e mais recentemente Williams. Depois de Senna muito mudou e agora depois de Schumacher a F1 está abandonada de Idolos, de imagens de marca. Não são só os carros, são as pessoas que fazem a F1. E que saudades e inveja que tenho ao olhar para essa foto...